Mac mini estreia chip M6 e chega ao Brasil com preço mais alto.
Computador compacto mantém o formato conhecido, melhora conexões e oferece duas configurações voltadas a públicos diferentes.
A Apple apresentou uma nova geração do Mac mini com duas opções de processador: M6 no modelo principal e M5 Pro na versão de maior desempenho. O computador preserva o gabinete compacto adotado anteriormente, mas recebe mudanças internas em processamento, memória, armazenamento e conectividade. A chegada às lojas e aos revendedores autorizados está marcada para 22 de setembro.
No Brasil, o Mac mini com M6 parte de R$ 10.799. A configuração com M5 Pro começa em R$ 18.999. Os valores educacionais divulgados são R$ 9.599 e R$ 17.799, respectivamente. A loja brasileira já exibe os novos modelos, embora a página do produto ainda indique que a disponibilidade deve ser consultada.
M6 estreia no computador de mesa
O M6 é o primeiro processador da Apple fabricado em processo de dois nanômetros. No Mac mini, ele reúne CPU e GPU de 12 núcleos, aceleradores neurais integrados aos núcleos gráficos e dois Neural Engines de 16 núcleos. A configuração inicial inclui 16 GB de memória unificada e 256 GB de armazenamento.
Segundo testes divulgados pela própria fabricante, o modelo com M6 pode oferecer CPU até 40% mais rápida, gráficos e armazenamento até duas vezes mais velozes e desempenho de inteligência artificial até quatro vezes superior ao Mac mini com M4. Esses números dependem da tarefa, da configuração utilizada e das condições dos testes. Avaliações independentes completas ainda são necessárias para confirmar o ganho no uso cotidiano.
M5 Pro continua sendo a opção mais potente
A diferença de nomenclatura pode causar confusão. O M6 pertence a uma geração mais nova, mas o M5 Pro possui mais núcleos, maior largura de banda e capacidade superior de memória. Ele pode ser configurado com CPU de até 18 núcleos, GPU de até 20 núcleos e 64 GB de memória unificada.
Essa versão é direcionada a edição de vídeos, renderização tridimensional, desenvolvimento de programas e processamento de modelos locais maiores. O M6 atende a produtividade, estudos, criação de conteúdo e tarefas profissionais menos intensivas. A escolha deve considerar o programa utilizado e o volume de trabalho, não apenas o número que identifica o chip.
Conectividade recebe atualização importante
Os dois modelos passam a oferecer Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e Ethernet de 2,5 Gb como padrão, com opção configurável de 10 Gb. Na parte frontal permanecem duas conexões USB-C e a saída para fones de ouvido. Atrás ficam HDMI, Ethernet e três portas Thunderbolt.
O tipo de Thunderbolt varia conforme a configuração. O M6 utiliza Thunderbolt 4, enquanto o M5 Pro oferece Thunderbolt 5, mais indicado para armazenamento externo de alta velocidade, monitores e equipamentos profissionais. A Apple também acrescentou suporte a genlock por USB-C, recurso empregado na sincronização de vídeo em estúdios e produções com várias câmeras.
O anúncio relaciona os computadores ao macOS 27, que ainda está em teste público. A Apple informa que a atualização gratuita chegará neste ano, mas alerta que determinados recursos podem variar conforme o idioma e a região.
Preço muda a posição do modelo
O aumento do preço inicial é uma das alterações mais relevantes para o consumidor. Nos Estados Unidos, a versão M6 começa em US$ 899, enquanto a configuração M5 Pro parte de US$ 1.699. Publicações internacionais registraram que o modelo básico ficou mais caro em relação à geração anterior.
Monitor, teclado e mouse continuam vendidos separadamente. Por isso, o custo completo depende dos acessórios já disponíveis e das ampliações de memória, armazenamento ou rede escolhidas na compra. O novo Mac mini traz avanços objetivos, mas a decisão de trocar exige comparar o desempenho necessário com o preço final da configuração desejada.















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